Posted on 11:02
Foram abertas na quinta-feira (27) e podem ser feitas até o dia 18 de fevereiro as inscrições para o Projeto Redigir, iniciativa de extensão mantida por alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
O Redigir reúne aulas de língua portuguesa, literatura e técnicas de redação, em um conjunto pedagógico que busca usar a escrita como meio de inserção na participação social.
A participação no curso é gratuita. As aulas são oferecidas nos períodos da manhã e da noite. Os critérios de seleção incluem uma avaliação sócio-econômica dos candidatos. Nas aulas, os estudantes têm contato com um conteúdo básico de gramática e redação, através do estudo de textos clássicos e recentes, e de situações cotidianas do uso da língua portuguesa.
Histórico
Em 2000, um grupo de 13 alunos da ECA, que um ano antes havia fundado o "Curso de Redação para Vestibular", se deparou com uma questão que, inevitavelmente, todo projeto de extensão universitária enfrenta. Depois de criado, como garantir a sobrevivência financeira do programa sem comprometer a qualidade ou o alcance da iniciativa? O que, no caso do Curso de Redação, hoje chamado Projeto Redigir, significou realizar a seguinte pergunta: "Como conseguir dinheiro para manter e, futuramente, expandir um projeto gratuito de ensino que atingisse comunidades carentes?"
À época, aventou-se transformar o Curso em uma instituição independente, o que facilitaria a obtenção de recursos externos e tornaria possível a realização de cobrança de taxas. Ao invés disso, o caminho escolhido foi fortalecer a relação do projeto com a Universidade, institucionalizá-lo tanto quanto fosse possível. Mais do que uma simples decisão burocrática, a escolha revela muito do que é o Redigir, uma afirmação da responsabilidade direta da USP frente à sociedade.
O projeto surgiu em 1999 como resultado de uma constatação dos alunos de jornalismo da ECA: a de que as salas de aula da unidade permaneciam ociosas durante o período da tarde. Pensando em como aproveitar o espaço, os alunos decidiram criar um curso de redação – ideia natural, já que se tratavam de alunos de jornalismo – voltado para o vestibular. O objetivo era contribuir para aumentar as chances de quem não tinha como pagar um cursinho preparatório particular.
Depois de alguns anos, porém, os resultados encontrados não foram os esperados. A aprovação de um aluno em um vestibular de ponta era raridade. Afinal, como um único semestre de aulas semanais de redação conseguiriam acabar com um déficit educacional de muitos anos? Além disso, a evasão nas salas era muito alta. Foi aí que houve a mais importante mudança na história do projeto. O curso passou a abordar questões mais próximas à realidade dos alunos, e, a escrita, a ser vista como ferramenta da cidadania. As aulas se tornaram mais participativas, a evasão diminuiu e o Redigir parecia cumprir sua nova proposta com mais eficiência do que a antiga.
Alunos, professores
Rodrigo Ratier, um dos fundadores do curso, se formou em jornalismo pela USP em 2001, e define a criação do Redigir como “a coisa mais importante” que fez durante a graduação. Ele conta que, nos primeiros anos, o Redigir era experimental. Sem nenhuma experiência ou formação em pedagogia, seus idealizadores foram testando métodos, verificando o que funcionava e o que não transcorria bem. Com o tempo, se aproximaram de professores da Faculdade de Educação (FE) e de autores como o pernambucano Paulo Freire, desenvolvendo o modelo de ensino usado no curso até hoje. Cada turma tem aulas de redação e gramática separadas e cada disciplina é ministrada por uma dupla de professores, um novato no projeto e um mais experiente. O planejamento pedagógico e a estrutura hierárquica são horizontais – as decisões são sempre tomadas em reuniões em que todos participam; há um contato próximo entre os professores e entre os professores e os alunos.
Até hoje, o curso tem no trabalho voluntário de seus professores uma de suas principais características – e também uma das suas maiores virtudes. Ratier diz que o curso é "uma porta de entrada para os dois lados", beneficiando tanto os professores, que conhecem perspectivas e realidade totalmente diferentes da suas, quanto os alunos, que não raramente usam as aulas como marco de uma nova fase na vida. E isso talvez seja o que há de mais fundamental no projeto Redigir. A profissionalização do curso, o que seria uma solução para evitar a sazonalidade de professores, poderia significar podar pelo menos metade dessa experiência.
Ivan Paganotti, também ex-aluno do curso de jornalismo e que atuou como professor durante sua graduação, diz que "as dificuldades no Redigir são seu principal mérito", explicitando a já citada contradição. De fato, são e, portanto, não têm como (e nem deveriam) ser totalmente superadas. O cuidado necessário é o de achar um equilíbrio, um jeito de funcionar em que o Redigir não corra o risco de ser engolido por elas como quase foi. Por enquanto, a solução possível é consolidar ainda mais o projeto dentro do departamento e da ECA; conseguir mais participação dos alunos e, importante, trabalhar a comunicação entre as diferentes gerações de professores.
Serviço
As inscrições para a seleção do Redigir devem ser feitas no Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da ECA (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo), durante os plantões de quinta e sexta-feira, das 9 às 21 horas, e aos sábados, das 9 às 14 horas. Os dias de plantão são 27, 28 e 29 de janeiro e 3,4,5,10,11,12, 17 e 18 de fevereiro.
Os documentos necessários são: cópia do RG, cópia do comprovante de escolaridade, cópia do comprovante de renda da pessoa que está se inscrevendo e de todos aqueles que moram com ela e possuem renda. Se alguém não tiver holerite, pode trazer uma declaração a próprio punho, datada e assinada, informando que não tem como comprovar renda.
O início das aulas está previsto para a semana de 22 a 26 de fevereiro.
Mais informações pelo email projetoredigir@gmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone (11) 3091-1499 (somente horários das inscrições).
Bruno Leite / USP Online
bruno.leite@usp.br
http://www4.usp.br/index.php/institucional/20690-projeto-redigir-abre-inscricoes-para-prosseguir-com-aulas-de-redacao-e-cidadania
O Departamento de Artes Plásticas (CAP) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP abre inscrições de cursos de artes para o primeiro semestre de 2011. O objetivo é tornar a arte acessível a um público abrangente, englobando a comunidade externa à USP.
Os cursos oferecidos serão: Fundamentos da Cerâmica, Gravuras em Metal, Ateliê de Arte para crianças, VIvências com a Arte para Jovens e Adolescentes, A Representação Fotográfica na Impressão, Habitando a Vestimenta: Inter-relações entre espaço, corpo e vestimenta e Desenho: Riscos de Percurso.
Há cursos tanto pagos como gratuitos. Os valores, bem como informações sobre datas e inscrições, podem ser conferidos neste site.
O endereço do CAP é Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo.
Mais informações: (11) 3091-4430, com Raul Cecilio, email extensao.cap@usp.br
http://www4.usp.br/index.php/cultura/20711--eca-oferece-cursos-de-arte-para-o-primeiro-semestre-de-2011
Posted on 10:35
De segunda-feira (31) até o dia 4 de fevereiro, a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP estará com inscrições abertas para o programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI), uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, voltada para maiores de 60 anos.
São mais de 700 vagas oferecidas, gratuitamente, em atividades como palestras, oficinas e disciplinas de graduação, que serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada, sem necessidade de processo seletivo ou a apresentação de diplomas ou certificados de escolaridade concluída anteriormente. Porém, para as disciplinas de graduação, é necessário ter ensino médio completo, pois as aulas são realizadas junto com os alunos dos cursos de graduação da Escola.
Neste primeiro semestre, além do aumento no número de vagas oferecidas nas atividades de inclusão digital – iniciadas em 2010, devido à grande procura, o programa terá novidades com a realização de oficinas de atividade física voltadas para as necessidades dos idosos, como Pilates e exercícios para prevenção e controle de doenças crônicas, entre outras especialidades.
Oficinas, palestras e disciplinas de graduação
Com início na primeira quinzena de março e término na segunda quinzena de junho, as oficinas serão realizadas semanalmente com diversos assuntos como: Idosos On-line; Promovendo a saúde e qualidade de vida: o movimento do corpo como prática da atividade física; Turismo social – Viver São Paulo; Patchwork como arte e design têxtil para a memória popular e solidariedade na terceira idade; Cuidados com Medicamentos; Conversando sobre o lazer: que tive, que tenho, que poderia ter; Conheça seus direitos: quem se informa, transforma; Conversas sobre memória; Respire Vida, Faça Pilates.
As palestras, serão realizadas nos meses de março, abril e maio, abordando os temas: "Quem cuidará da gente em 2030?"; "A reflexologia como recurso para o alívio da dor e estímulo ao conforto"; "Sono: necessidade ou prazer?"; "Jogo da memória".
Os interessados em cursar alguma das disciplinas de graduação oferecidas podem escolher entre as opções: Abordagem Geográfica do Lazer e Turismo; Cartografia Temática; Processos Patológicos no Envelhecimento II; Ciclo de Vida; O Uso de Imagens no Ensino de Ciências; Sexualidade e envelhecimento; Natureza e tipos de solos; Poder público e terceiro setor. As aulas começam no início de fevereiro e terminam em julho.
Serviço
As inscrições para as oficinas, palestras e disciplinas de graduação poderão ser feitas das 9 às 16 horas na Comissão de Cultura e Extensão Universitária da EACH, que está localizada na Av. Arlindo Bettio, 1000, em Ermelino Matarazzo, com acesso pelo trem da CPTM através da Linha F-Estação USP Leste, e de ônibus, pelo acesso à Av. Assis Ribeiro.
Acesse a página da UnATI -EACH para conferir as datas e horários das palestras, oficinas e disciplinas oferecidas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-1016 ou pelo email ccex-each@usp.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
Detalhes sobre as atividades da Universidade Aberta à Terceira Idade oferecidas em outras Unidades da USP, que existe desde 1994 e no ano de 2010 teve 10.577 participantes, poderão ser conferidos no site da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.
Com informações da Assessora de Imprensa da Reitoria da USP
http://www4.usp.br/index.php/sociedade/20714-each-oferece-700-vagas-em-cursos-gratuitos-para-a-terceira-idade

No dia 16 de novembro de 1945, foi adotada a Constituição da recém-criada Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO. Em seu preâmbulo, fica clara a influência dos acontecimentos recentes da Segunda Guerra Mundial, quando se afirma que “a ignorância dos modos de vida uns dos outros tem sido uma causa comum, através da história da humanidade, de suspeita e desconfiança entre os povos do mundo, causando guerras” e que “a difusão da cultura, e a educação da humanidade para a justiça, a liberdade e a paz são indispensáveis para a dignidade do homem e constitui um dever sagrado que todas as nações devem preencher segundo o espírito de mútua assistência” (UNESCO, 1945). O propósito da organização era, e é, o alcance, através de relações educacionais, científicas e culturais entre os povos do mundo, da paz internacional e da compreensão mútua. Pretendia-se, portanto, acabar com a arrogância etnocêntrica.
O último documento produzido pela UNESCO no que se refere à questão da diversidade cultural foi a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, celebrado em Paris durante a 33a reunião da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas entre os dias 03 e 21 de outubro de 2005. O texto oficial foi ratificado pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo 485/2006. No preâmbulo dos artigos, o texto recorda ao público leitor que a cultura e a diversidade cultural são, dentre outras coisas, uma característica essencial da humanidade; constituem seu patrimônio comum, a serem valorizados e cultivados em benefício de todos; ao florescerem em ambiente democrático, de tolerância, justiça social e mútuo respeito entre povos e culturas, são indispensáveis para a paz e segurança nos planos local, regional e internacional; elementos estratégicos das políticas de desenvolvimento nacionais e internacionais; manifestam-se na originalidade e pluralidade de identidades; fontes de coesão social; se fortalecem mediante a livre circulação de idéias e se nutrem das trocas constantes e da interação entre os grupos sociais.
Os países que ratificaram a Convenção têm, por obrigação, promover em seus territórios a criação de um ambiente que encoraje os indivíduos e os grupos sociais a criarem, produzirem, disseminarem, distribuírem e acessarem suas expressões culturais, levando-se em consideração circunstâncias e necessidades especiais de mulheres, minorias étnicas e populações indígenas. O artigo 7, intitulado “medidas para a promoção das expressões culturais” diz o seguinte:
As partes procurarão criar em seu território um ambiente que encoraje os indivíduos e grupos sociais a: a) criar, produzir, distribuir suas próprias expressões culturais, e a elas ter acesso, conferindo a devida atenção às circunstâncias e necessidades especiais da mulher, assim como dos diversos grupos sociais, incluindo as pessoas pertencentes às minorias e povos indígenas; b) ter acesso às diversas expressões culturais provenientes de seu território e dos demais países do mundo. As partes buscarão também reconhecer a importante contribuição dos artistas, todos aqueles envolvidos no processo criativo, das comunidades culturais e das organizações que os apóiam em seu trabalho, bem como o papel central que desempenham ao nutrir a diversidade das expressões culturais.
No Brasil, as ações do Ministério da Cultura são organizadas em programas, com um responsável institucional, que podem ser implementados mediante parcerias. Todos têm enunciados que apontam os problemas a serem resolvidos ou minimizados ou que indicam oportunidades de ação. O denominador comum entre estes enunciados é dinamizar a cultura como dimensão da cidadania, ou seja, de democratização de capacidades de produção e fruição cultural, e de reconhecimento da diversidade (IPEA, 2008). No caso da Funarte, a aludida democratização significa “promover, incentivar e amparar, em todo o território nacional e no exterior, a prática, o desenvolvimento e a difusão das atividades artísticas e culturais nas áreas de artes cênicas, artes visuais, música popular e erudita, além da pesquisa nesses campos” (FUNARTE, 2007). A estratégia de atuação destaca a adoção de política de Seleção Pública (editais), promovendo de forma democrática o acesso aos recursos públicos destinados à produção cultural brasileira e garantindo (idealmente) aos produtores culturais oportunidades iguais de participação e transparência no processo e seleção dos projetos.
O principal programa da Funarte com o objetivo de aumentar a produção, a difusão e o acesso da população às artes chama-se Engenho das Artes, que pretende suprir a ausência de ações sistemáticas de valorização das artes e da cultura brasileira, bem como de formação do gosto para apreciação destas manifestações artísticas. Por acolher diversos segmentos culturais simultaneamente, suas ações apóiam as expressões da música, do teatro, da dança, do circo e das artes visuais, e visam atender ao amplo universo da diversidade brasileira. O principal problema é que muitos artistas que não têm apoio da mídia e dos meios de comunicação de massa encontram dificuldade de inserção nos circuitos de fruição e difusão cultural, aliada aos custos de deslocamento, infra-estrutura inadequada e falta de mão-de-obra local especializada. Dentre as principais ações da instituição na consecução de seu objetivo estão os editais nas áreas de artes cênicas, música popular e erudita, e artes visuais, que distribuem milhões de reais em prêmios, possibilitando aos contemplados tanto a criação, quanto a produção e disseminação suas obras. Facilita-se, assim, o acesso àqueles que, de outro modo, ficariam privados da imensa produção simbólica característica diversidade cultural brasileira.
Para que a sociedade brasileira se transforme numa verdadeira democracia cultural, garantindo a diversidade e o pluralismo, o respeito entre as inúmeras identidades que compõem o mosaico cultural nacional, é importante resgatar o papel do Estado, promotor e estimulador do desenvolvimento cultural da sociedade. Não se trata de intervencionismo estatal, segundo a “cartilha do velho modelo estatizante”, nas palavras do ministro da cultura, Juca Ferreira, mas para clarear caminhos, abrir clareiras e abrigar:
Criar, fazer e definir obras, temas e estilos é papel dos artistas e dos que produzem cultura. Escolher o que ver, ouvir e sentir é papel do público. Criar condições de acesso, produção, difusão, preservação e livre circulação, regular as economias da cultura para evitar monopólios, exclusões e ações predatórias, democratizar o acesso aos bens e serviços culturais, isso é papel do Estado. (MINISTÉRIO DA CULTURA, 2006:9)
O fato de o agente cultural (leia-se: servidores públicos), não produzir cultura não significa que seu papel no processo de democratização cultural da sociedade brasileira seja secundário. Ele está, segundo Teixeira Coelho (2001), no centro de um cruzamento ligando diversas figuras normalmente afastadas umas das outras: a arte, o artista, a coletividade, o indivíduo e os recursos econômicos (ou fontes financiadoras, com o Estado ou a iniciativa privada, que não produzem a cultura diretamente, mas detêm o poder de torná-la realidade). Ao rompermos o monopólio da produção, colocamo-la ao alcance de um maior número de pessoas. A questão, a partir daí, deixa de ser a criação, tampouco a produção e a circulação e passa a se concentrar no consumo, na forma como aquele bem cultural será apreendido. Afinal de contas, consumir por consumir, sem que haja um sentido positivo daquilo ingerido, não mata a fome da alma, apesar de encher o bolso alheio… Mas isso é uma outra história.
A diversidade cultural foi uma das bandeiras internacionais que o ex-Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, defendeu em reuniões de organismos multilaterais como uma política afirmativa que propõe garantias às culturas existentes. Tal ação gerou uma presença importante na redação final e aprovação do texto da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, reafirmação da diversidade como direito dos povos, instrumento de diálogo entre identidades. Cabe à Funarte, em âmbito nacional, colocar em prática esta cartilha em nome de uma sociedade cuja democracia tem de ser aprimorada cotidianamente.
Referências bibliográficas
COELHO, TEIXEIRA. O que é ação cultural. São Paulo: Brasiliense. 2001.
FUNARTE. Relatório de atividades. Rio de Janeiro: Funarte. 2007.
IPEA. Políticas sociais – acompanhamento e análise 16. Brasília: IPEA. 2008.
MINISTÉRIO DA CULTURA. Programa cultural para o desenvolvimento do Brasil. Brasília, novembro de 2006.
UNESCO. Constitution of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, Londres: UNESCO. 1945.
Fonte: http://www.culturaemercado.com.br/opiniao/pontos-de-vista/convencao-da-diversidade-cultural-de-a-funarte-com-isso/
Estão abertas as inscrições para o programa de bolsas da Fundação Estudar referente ao Processo Seletivo 2011. Há oportunidades para estudantes brasileiros que desejam realizar seus estudos no próprio país ou no exterior.
Para os programas de graduação, o prazo final da candidatura é 20 de março. O limite aos cursos de pós-graduação é 1º de março. Interessados devem se inscrever exclusivamente pela Internet.
Podem participar do processo seletivo, os alunos de graduação já aprovados no vestibular para 2011 ou cursando (do primeiro ao penúltimo ano) o Ensino Superior presencial em instituições com bons desempenhos no ENADE
Mais informações: http://noticias.universia.com.br/mobilidade-academica/noticia/2011/01/26/784194/fundao-estudar-oferece-bolsas-graduao-e-pos.html
A USP Leste promove curso gratuito de LIBRAS aos sábados para alunos de graduação em licenciaturas e professores. Interessados se inscrevam no link abaixo. Vagas limitadas!
Inscrições : 27/01/2011 à 01/03/2011
Lista Selecionados: 04/03/2011
Início Aulas: 12/03/2011 à 02/07/2011
Carga Horária: 40h
Aulas aos Sábados das 08:50h às 10:50h
O CURSO DE LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) - Módulo I - será oferecida na EACH/USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades)
Localização: http://each.uspnet.usp.br/site/
INSCRIÇÕES: http://www.librasnaciencia.com.br/formulario.html
VAGAS : 80
ATENÇÃO: CASO O NÚMERO DE INSCRITOS SUPERE A QUANTIDADE DE VAGAS OFERECIDAS, O CRITÉRIO DE SELEÇÃO SERÁ POR SORTEIO.
Todas as etapas serão divulgadas no site: www.librasnaciencia.com.br

Os temas da Economia Solidária, da Autogestão e do Cooperativismo têm sido alvo de crescente interesse por parte de universidades, ONGs, prefeituras, governos estaduais e federais da América Latina que vêm pesquisando, ensinando e reatando seus laços com esse grupo de trabalhadores. Os trabalhadores vêem no cooperativismo e no associativismo uma forma de sobrevivência à crise do desemprego e subemprego na América Latina, bem como um novo projeto de sociedade. Se por um lado há o crescente interesse pela temática da Economia Solidária, por outro, o tema da
Tecnologia Social desenvolvida pelos e para os movimentos sociais, ainda está escassamente vinculada a essa temática.
Objetivos do curso:
- Aprofundar conhecimentos teórico-práticos relacionados à Economia Solidária e Tecnologia Social na América Latina a partir das experiências dos alunos;
- Discutir os limites e as possibilidades da Economia Solidária;
- Discutir a Economia Solidária a partir de uma perspectiva histórica;
- Socializar a experiência dos diferentes atores da Economia Solidária;
- Possibilitar aos alunos a elaboração de propostas e projetos relacionados à Economia Solidária e à Tecnologia Social, tendo como ponto de partida suas experiências;
- Capacitar gestores públicos para a formulação e implementação de políticas públicas de Economia Solidária e Tecnologia Social;
- Aprofundar os estudos sobre os clássicos da autogestão e a história do Cooperativismo nos séculos XIX e XX, com ênfase na América Latina
- Estudar os limites e as possibilidades das fábricas recuperadas, das cooperativas e associações de trabalhadores diante do modo de produção capitalista, as iniciativas de cooperativas de consumo, crédito e os clubes de trocas;
- Estudar a relação da Economia Solidária com o mercado, as possibilidades de Adequação Sociotécnica nos empreendimentos com características autogestionárias, as políticas públicas para a promoção da Economia Solidária;
- Aprofundar as reflexões sobre a educação para a autogestão a partir da perspectiva da Educação Popular.
Procedimentos Metodológicos:
Aulas teóricas, metodologias participativas, trabalho em grupo; Sessões de filmes com
debate; Atividades virtuais como debates virtuais com especialistas latino-americanos; Oficinas presenciais em grupo; Palestras; Leituras individuais sobre os conteúdos desenvolvidos, etc.
O curso é composto por quatro módulos de 90 horas cada, num total de 360 horas das quais 180 horas presenciais e 180 horas à distância. As aulas presenciais serão mensais aos sábados. As atividades virtuais serão semanais durante todos os módulos.
Disciplinas: Módulo 1 - O Mundo do Trabalho e as Políticas Públicas para a Economia Solidária (março a junho de 2011); Módulo 2 - História do Cooperativismo e Clássicos da Autogestão (agosto a dezembro de 2011); Módulo 3 - Tecnologia Social e Desenvolvimento Endógeno na América Latina (março a junho de 2012); Módulo 4 - Elaboração e Análise de Projetos em Economia Solidária e Tecnologia Social (agosto a dezembro de 2012).
Início das Aulas: 12 de Março de 2011
Dia da Semana: aulas mensais aos sábados
Horário: das 9 às 18h
Local: Unicamp – Instituto de Geociências
Pré-requisito: Grau de Escolaridade: Ensino Superior Público Alvo / Área de Atuação
- Administradores Públicos nas áreas de Economia Solidária, Trabalho, Assistência Social e Desenvolvimento Social, Planejamento, Saúde, etc.;
- Pesquisadores de Autogestão, Cooperativismo, Economia Solidária, Sociologia do Trabalho, Economia do Trabalho, Políticas Públicas e Tecnologia, etc.;
- Professores e Funcionários de Universidades;
- Funcionários de Sindicatos e entidades que promovem a Economia Solidária;
- Formadores (graduados) de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares;
- Representantes de ONGs;
- Participantes de Movimentos Sociais;
Professor Responsável pelo Curso: Prof. Dr. Renato Dagnino
Coordenadores do Curso: Laís Fraga, Ioli Wirth e Mariana da Rocha Silva
Professores da Unicamp e Pesquisadores do GAPI – Unicamp: Lea Velho, Leda Gitahy, Márcia Leite, Miguel Bacic, Milena Serafim, Newton Bryan, Rafael Dias, Rodrigo Fonseca, Ricardo Antunes
Monitores: Patrícia Rocha e Mariana Pereira de Castro
Professores Convidados: Ângela Schwengber (Diesse); Antônio Cruz (UCPEL – RS), Cláudio Nascimento, Felipe Silva (UNESP), Fernando Kleiman (MDS), Henrique T. Novaes (Unesp); João Bernardo; Lia Tiriba (UFF), Lúcia Bruno (USP), Maria Orlanda Pinassi (UNESP); Maurício Sardá de Faria (UFPB), Neusa Maria Dal Ri (UNESP), Pedro Arantes (USINA), Pedro Christoffoli (MST-UFFS), Paul Singer (SENAES); Paulo Lima Filho, Greiner Costa.
Número de Vagas: 45
Pré-inscrição: os interessados em realizar o curso deverão:
1) Enviar por e-mail as respostas para as seguintes perguntas em no máximo de 4 páginas.
a) Nome Completo
b) Contatos (telefones, e-mail)
c) Formação Universitária
d) Experiência profissional
e) Local onde mora, trabalha e/ou estuda
f) Por que está interessado em participar do curso?
g) Em que o curso pode ajudar na sua atividade de trabalho/pesquisa atual?
h) Qual a sua experiência com a Economia Solidária, Tecnologia Social, Autogestão ou Cooperativismo?
i) Outras informações pertinentes Enviar para: deborah@ige.unicamp.br
2) Além disso, é preciso fazer a pré-inscrição também no site da Escola de Extensão pelo endereço eletrônico:
http://www.extecamp.unicamp.br/dados.asp?sigla=GEO-0530&of=004
A pré-inscrição não garante a vaga no curso. Após seleção dos currículos, os alunos selecionados serão avisados por e-mail. Observem o calendário!
Datas importantes:
Pré-inscrição: até 04/02
Análise dos Curriculuns e Seleção dos Alunos: 07 a 09/02
Divulgação dos selecionados: 09/02
Inscrições na Extecamp-Unicamp: 10 a 17/02
Certificado: Será emitido um Certificado de Conclusão do Curso de Extensão modalidade Especialização para os alunos aprovados nos quatro módulos.
Custo para o Curso de Especialização: 18 parcelas de R$ 194,00