O QUE A ONG FAZ...

"Um novo modo de pensar, para uma nova maneira de agir." É com esse lema que nós buscamos levar educação em direitos humanos, política e cidadania para todos que queiram discutir tais conceitos, acreditando que a partir da reflexão e discussão dos temas de interesse geral do cidadão, cada um tem a capacidade em si de transformar sua realidade.

COMO PARTICIPAR?

Você pode entrar em contato com a ONG Pensamento Crítico através do email pensamento_critico@pensamentocritico.org, ou nos visitar em nosso endereço: Rua Cristiano Viana, 841, CEP 05411-001, Pinheiros, São Paulo, SP ; pelo telefone 3228-4231; ou através de nossas mídias sociais.

Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens

MANIFESTO CONTRA O RACISMO NO BANCO DO BRASIL

James Banthu

LUCIANO DIMIS DA SILVA foi à agência do BANCO DO BRASIL, situada à Rua Rego Freitas, n. 530, República, São Paulo-SP, no dia 09 de fevereiro de 2011, por volta das 14h30, para descontar seu salário pago em cheque pela Ação Educativa no valor de R$ 504,00 (quinhentos e quatro reais). Na porta giratória que dá acesso aos caixas do Banco – onde descontaria o cheque e receberia o dinheiro em espécie – foi diversas vezes barrado: não havia armário para colocar sua mochila, em que levava um computador portátil (Laptop).


Após abrir várias vezes a mochila, todos os bolsos e mostrar que não levava nenhum objeto que oferecesse risco à segurança do banco, os seguranças ainda assim o impediram de entrar.



Enquanto estava com a mochila apoiada no chão e aberta, a segurança feminina que estava ao seu lado chamou um Policial Militar que passava fora da agência.


O Policial Militar, por sua vez, revistou novamente sua mochila, onde não achou nada. Após LUCIANO DIMIS DA SILVA perguntar para o PM se ele podia entrar na agência, ele disse “vamos para o canto para eu te revistar”.


Determinou arbitrariamente que ele fosse até a parede e colocasse suas mãos na cabeça, quando o revistou, no saguão interno do banco, ao lado dos caixas. No canto, disse em tom agressivo, com o dedo em sua cara, coisas do tipo: “Você precisa me respeitar!”, “Coloca a mão para trás!”, “Cala a boca!”, “Se eu quiser, se eu mandar, eu posso até te deixar pelado aqui!”, “Só fala depois de mim; cala a boca!”, “Se você não calar a boca, eu vou te algemar aqui!”. Neste momento, sentou-se no chão, pois suas pernas estavam trêmulas, e continuava recebendo ordens e “lições de moral” do Policial.


Após todo esse embate, LUCIANO não tentou mais entrar no Banco, nem receber o dinheiro de seu cheque, o que está provado pela cópia que acompanha este documento. O Policial Militar disse: “isso aqui não problema de cor, de religião, nem de nada.” ao que o LUCIANO respondeu:
“Quem está falando em cor aqui é o senhor!”. Saiu do banco humilhado e atordoado, esqueceu seu RG, que estava com o Policial, e que teve que voltar para pegar.


O impedimento de entrar no Banco seguido das inúmeras humilhações às quais foi submetido são completamente injustificados – dado que ele não levava nenhuma arma ou instrumento que pudesse colocar o Banco em risco – e não se negou a abrir a sua mochila para mostrar o conteúdo.

*Se ele não oferecia nenhum risco a segurança do banco, já que não estava armado, por que foi proibido de entrar? Racismo!
.
.
Assine o manifesto que vamos encaminhar as autoridades competentes e ao Banco do Brasil no endereço http://colecionadordepedras1.blogspot.com/2011/02/manifesto-contra-o-racismo-no-banco-do.html#comment-form

Quilombos e Quilombolas - Debate Cedem/Unesp

Mato, Palhoça e Pilão. O quilombo, da escravidão às comunidades remanescentes (1532—2004), livro de Adelmir Fiabani, Editora Expressão Popular: 1ª edição, São Paulo – 2005 e reimpresso em 2009, , será o centro do debate no próximo dia 17 de novembro, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

“A luta pela liberdade” poderia ser o título desse livro. O capítulo sobre a História do Brasil colonial – mais de 3 séculos de regime escravista – interpretado de diversos modos por diferentes historiadores, expõe, de forma ímpar, a luta dos trabalhadores escravizados contra seus escravizadores.

O livro reconstrói o fenômeno quilombola, desde a implantação do trabalho escravizado no Brasil, nos anos 1530, até a abolição formal do regime escravista em 1888. Apresenta o quilombo como forma singular de resistência do trabalhador escravizado à apreensão violenta e a exploração de sua força de trabalho. Adelmir apresenta a história das classes trabalhadoras hegemônicas no passado escravista, que constitui instrumento fundamental para a segura superação das crescentes contradições atuais entre o mundo do trabalho e o mundo do capital.



Expositor

Adelmir Fiabani

Graduação em História – UNIJUÍ/RS, Mestrado em História – UPF/RS

Doutorado em História – UNISINOS/RS, Professor Adjunto de Ciência Política - UNIPAMPA/RS



Debatedores

Marcos Del Roio

Graduação em História - USP, Mestrado em Ciência Política - UNICAMP, Doutorado em Ciência Política - USP

Pós-doutorado em Estudos Internacionais na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Milão/Itália
Augusto Zanetti

Graduação em História e Mestrado em História Social – USP

Doutorado em História Social – UNICAMP, Professor da UNESP/Campus de Franca e da FMU



Mediadora

Célia Reis Camargo

Graduação, Mestrado em História – USP, Doutorado em História Social - UNESP

Professora do Departamento de História - UNESP/Assis e Coordenadora do CEDEM



PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!



Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 17 de novembro de 2010 (quarta-feira) às 18h30

Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória

Praça da Sé, 108 - 1º andar, esquina c/ Rua Benjamin Constant (metrô Sé)

(11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br
 
FAÇA SUA DOAÇÃO ONLINE: