O QUE A ONG FAZ...

"Um novo modo de pensar, para uma nova maneira de agir." É com esse lema que nós buscamos levar educação em direitos humanos, política e cidadania para todos que queiram discutir tais conceitos, acreditando que a partir da reflexão e discussão dos temas de interesse geral do cidadão, cada um tem a capacidade em si de transformar sua realidade.

COMO PARTICIPAR?

Você pode entrar em contato com a ONG Pensamento Crítico através do email pensamento_critico@pensamentocritico.org, ou nos visitar em nosso endereço: Rua Cristiano Viana, 841, CEP 05411-001, Pinheiros, São Paulo, SP ; pelo telefone 3228-4231; ou através de nossas mídias sociais.

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3º Seminário da Educação Brasileira

Agência FAPESP – Durante três dias, especialistas discutirão a educação brasileira em um encontro realizado pelo Centro de Estudos Educação e Sociedade, que nesta edição traz como tema o “Plano Nacional da Educação: Questões desafiadoras e embates emblemáticos”.

No seminário, que ocorrerá de 28 de fevereiro a 2 de março, o objetivo é refletir sobre os desafios enfrentados pela educação no país e discutir os possíveis caminhos para os quais possa ser direcionada.

Para debater o assunto, a comissão organizadora convidou palestrantes e pesquisadores de diversas instituições e universidades do Brasil.

O evento será realizado na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), localizada na Av. Bertrand Russell, 801, na Cidade Universitária Zeferino Vaz, em Campinas.

Mais informações e inscrições: www.cedes.unicamp.br

Educação para a Sustentabilidade

Cursos Profissionalizantes Gratuitos

'Empregos Verdes!' - Cursos Profissionalizantes Gratuitos

Cursos práticos e gratuitos na obra da nova creche no Jardim Guarani, Brasilândia, zona norte - São Paulo/SP
São para geração de empregos verdes, ou seja profissões do futuro na área de sustentabilidade ecológica.

Bioconstrução - pintura ecológica - dia 13 de fevereiro, das 9h às 13h (domingo)

Captação de água de chuva - dia 20 de fevereiro, das 9h às 13h (domingo)
Luminárias eficientes - dia 27 de fevereiro, das 9h às 13h (domingo)

Aquecedor solar - realizado

Jardim/horta vertical - data a ser definida


Informações e inscrições pelo (11) 5073-0071 , (11) 9393-2106 (Claro) e proutsp@gmail.com

Na realização da inscrição pediremos a contribuição de algum item a ser utilizado durante o curso.

www.proutsp.blogspot.com
www.proutworld.org

ECA oferece cursos de arte para o primeiro semestre de 2011

O Departamento de Artes Plásticas (CAP) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP abre inscrições de cursos de artes para o primeiro semestre de 2011. O objetivo é tornar a arte acessível a um público abrangente, englobando a comunidade externa à USP.
Os cursos oferecidos serão: Fundamentos da Cerâmica, Gravuras em Metal, Ateliê de Arte para crianças, VIvências com a Arte para Jovens e Adolescentes, A Representação Fotográfica na Impressão, Habitando a Vestimenta: Inter-relações entre espaço, corpo e vestimenta e Desenho: Riscos de Percurso.

Há cursos tanto pagos como gratuitos. Os valores, bem como informações sobre datas e inscrições, podem ser conferidos neste site.

O endereço do CAP é Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo.

Mais informações: (11) 3091-4430, com Raul Cecilio, email extensao.cap@usp.br
http://www4.usp.br/index.php/cultura/20711--eca-oferece-cursos-de-arte-para-o-primeiro-semestre-de-2011

Fundação Estudar recebe inscrições para bolsas de Graduação e Pós

Estão abertas as inscrições para o programa de bolsas da Fundação Estudar referente ao Processo Seletivo 2011. Há oportunidades para estudantes brasileiros que desejam realizar seus estudos no próprio país ou no exterior.

Para os programas de graduação, o prazo final da candidatura é 20 de março. O limite aos cursos de pós-graduação é 1º de março. Interessados devem se inscrever exclusivamente pela Internet.

Podem participar do processo seletivo, os alunos de graduação já aprovados no vestibular para 2011 ou cursando (do primeiro ao penúltimo ano) o Ensino Superior presencial em instituições com bons desempenhos no ENADE

Mais informações: http://noticias.universia.com.br/mobilidade-academica/noticia/2011/01/26/784194/fundao-estudar-oferece-bolsas-graduao-e-pos.html

INSCRIÇÃO CURSO LIBRAS EACH/USP

A USP Leste promove curso gratuito de LIBRAS aos sábados para alunos de graduação em licenciaturas e professores. Interessados se inscrevam no link abaixo. Vagas limitadas!

Inscrições : 27/01/2011 à 01/03/2011
Lista Selecionados: 04/03/2011
Início Aulas: 12/03/2011 à 02/07/2011
Carga Horária: 40h
Aulas aos Sábados das 08:50h às 10:50h
O CURSO DE LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) - Módulo I - será oferecida na EACH/USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades)
Localização: http://each.uspnet.usp.br/site/
INSCRIÇÕES: http://www.librasnaciencia.com.br/formulario.html
VAGAS : 80

ATENÇÃO: CASO O NÚMERO DE INSCRITOS SUPERE A QUANTIDADE DE VAGAS OFERECIDAS, O CRITÉRIO DE SELEÇÃO SERÁ POR SORTEIO.
Todas as etapas serão divulgadas no site: www.librasnaciencia.com.br

Curso de Especialização em Economia Solidária e Tecnologia Social na América Latina

Os temas da Economia Solidária, da Autogestão e do Cooperativismo têm sido alvo de crescente interesse por parte de universidades, ONGs, prefeituras, governos estaduais e federais da América Latina que vêm pesquisando, ensinando e reatando seus laços com esse grupo de trabalhadores. Os trabalhadores vêem no cooperativismo e no associativismo uma forma de sobrevivência à crise do desemprego e subemprego na América Latina, bem como um novo projeto de sociedade. Se por um lado há o crescente interesse pela temática da Economia Solidária, por outro, o tema da
Tecnologia Social desenvolvida pelos e para os movimentos sociais, ainda está escassamente vinculada a essa temática.

Objetivos do curso:

- Aprofundar conhecimentos teórico-práticos relacionados à Economia Solidária e Tecnologia Social na América Latina a partir das experiências dos alunos;
- Discutir os limites e as possibilidades da Economia Solidária;
- Discutir a Economia Solidária a partir de uma perspectiva histórica;
- Socializar a experiência dos diferentes atores da Economia Solidária;
- Possibilitar aos alunos a elaboração de propostas e projetos relacionados à Economia Solidária e à Tecnologia Social, tendo como ponto de partida suas experiências;
- Capacitar gestores públicos para a formulação e implementação de políticas públicas de Economia Solidária e Tecnologia Social;
- Aprofundar os estudos sobre os clássicos da autogestão e a história do Cooperativismo nos séculos XIX e XX, com ênfase na América Latina
- Estudar os limites e as possibilidades das fábricas recuperadas, das cooperativas e associações de trabalhadores diante do modo de produção capitalista, as iniciativas de cooperativas de consumo, crédito e os clubes de trocas;
- Estudar a relação da Economia Solidária com o mercado, as possibilidades de Adequação Sociotécnica nos empreendimentos com características autogestionárias, as políticas públicas para a promoção da Economia Solidária;
- Aprofundar as reflexões sobre a educação para a autogestão a partir da perspectiva da Educação Popular.

Procedimentos Metodológicos:

Aulas teóricas, metodologias participativas, trabalho em grupo; Sessões de filmes com
debate; Atividades virtuais como debates virtuais com especialistas latino-americanos; Oficinas presenciais em grupo; Palestras; Leituras individuais sobre os conteúdos desenvolvidos, etc.

O curso é composto por quatro módulos de 90 horas cada, num total de 360 horas das quais 180 horas presenciais e 180 horas à distância. As aulas presenciais serão mensais aos sábados. As atividades virtuais serão semanais durante todos os módulos.

Disciplinas: Módulo 1 - O Mundo do Trabalho e as Políticas Públicas para a Economia Solidária (março a junho de 2011); Módulo 2 - História do Cooperativismo e Clássicos da Autogestão (agosto a dezembro de 2011); Módulo 3 - Tecnologia Social e Desenvolvimento Endógeno na América Latina (março a junho de 2012); Módulo 4 - Elaboração e Análise de Projetos em Economia Solidária e Tecnologia Social (agosto a dezembro de 2012).

Início das Aulas: 12 de Março de 2011

Dia da Semana: aulas mensais aos sábados

Horário: das 9 às 18h

Local: Unicamp – Instituto de Geociências

Pré-requisito: Grau de Escolaridade: Ensino Superior Público Alvo / Área de Atuação

- Administradores Públicos nas áreas de Economia Solidária, Trabalho, Assistência Social e Desenvolvimento Social, Planejamento, Saúde, etc.;

- Pesquisadores de Autogestão, Cooperativismo, Economia Solidária, Sociologia do Trabalho, Economia do Trabalho, Políticas Públicas e Tecnologia, etc.;

- Professores e Funcionários de Universidades;

- Funcionários de Sindicatos e entidades que promovem a Economia Solidária;

- Formadores (graduados) de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares;

- Representantes de ONGs;

- Participantes de Movimentos Sociais;

Professor Responsável pelo Curso: Prof. Dr. Renato Dagnino

Coordenadores do Curso: Laís Fraga, Ioli Wirth e Mariana da Rocha Silva
Professores da Unicamp e Pesquisadores do GAPI – Unicamp: Lea Velho, Leda Gitahy, Márcia Leite, Miguel Bacic, Milena Serafim, Newton Bryan, Rafael Dias, Rodrigo Fonseca, Ricardo Antunes

Monitores: Patrícia Rocha e Mariana Pereira de Castro

Professores Convidados: Ângela Schwengber (Diesse); Antônio Cruz (UCPEL – RS), Cláudio Nascimento, Felipe Silva (UNESP), Fernando Kleiman (MDS), Henrique T. Novaes (Unesp); João Bernardo; Lia Tiriba (UFF), Lúcia Bruno (USP), Maria Orlanda Pinassi (UNESP); Maurício Sardá de Faria (UFPB), Neusa Maria Dal Ri (UNESP), Pedro Arantes (USINA), Pedro Christoffoli (MST-UFFS), Paul Singer (SENAES); Paulo Lima Filho, Greiner Costa.

Número de Vagas: 45

Pré-inscrição: os interessados em realizar o curso deverão:

1) Enviar por e-mail as respostas para as seguintes perguntas em no máximo de 4 páginas.

a) Nome Completo
b) Contatos (telefones, e-mail)
c) Formação Universitária
d) Experiência profissional
e) Local onde mora, trabalha e/ou estuda
f) Por que está interessado em participar do curso?
g) Em que o curso pode ajudar na sua atividade de trabalho/pesquisa atual?
h) Qual a sua experiência com a Economia Solidária, Tecnologia Social, Autogestão ou Cooperativismo?
i) Outras informações pertinentes Enviar para: deborah@ige.unicamp.br

2) Além disso, é preciso fazer a pré-inscrição também no site da Escola de Extensão pelo endereço eletrônico:

http://www.extecamp.unicamp.br/dados.asp?sigla=GEO-0530&of=004

A pré-inscrição não garante a vaga no curso. Após seleção dos currículos, os alunos selecionados serão avisados por e-mail. Observem o calendário!

Datas importantes:

Pré-inscrição: até 04/02
Análise dos Curriculuns e Seleção dos Alunos: 07 a 09/02
Divulgação dos selecionados: 09/02
Inscrições na Extecamp-Unicamp: 10 a 17/02
Certificado: Será emitido um Certificado de Conclusão do Curso de Extensão modalidade Especialização para os alunos aprovados nos quatro módulos.

Custo para o Curso de Especialização: 18 parcelas de R$ 194,00

Estágio na Área de Humanidades

Contrata-se estagiário (a) da área de humanas para jornada de 20 horas semanais (500,00 reais + vale transporte) , com as seguintes características:

- boa comunicação;
- boa escrita;
- interesse pelo terceiro setor;
- interesse e/ou conhecimento pela temática de direitos humanos;
- facilidade para lidar com grupos;
- interesse em estudar e manter-se atualizado em questões atuais;
- possibilidade de deslocamento à Zona Leste de São Paulo.


O estágio será efetuado no setor educativo/pedagógico da Associação Pensamento Crítico, principalmente, na realização de oficinas de direitos humanos, política e cidadania para crianças e adolescentes.

Os interessados devem mandar seu currículo para Priscilla (Coordenadora Pedagógica): priscilla.schmidt@pensamentocritico.org, com cópia para pensamento_critico@pensamentocritico.org

A vaga deve ser preenchida de maneira urgente, com início em março de 2011.


Para mais informações: (11) 3228-4231
www.pensamentocritico.org

Estágio na Área de Comunicação

Contrata-se para jornada de 20 horas semanais (R$ 500,00 mensais + Vale Transporte), estagiário/a da área de Comunicação e Marketing, com as seguintes características:

- boa comunicação oral e escrita;
- interesse pelo terceiro setor, pela temática dos direitos humanos, produção cultural e captação de recursos;
- habilidade com design gráfico;
-conhecimento em criação de vídeos e
desenvolvimento de sites (preferível).


Os interessados devem mandar seu currículo para elis.teixeira@pensamentocritico.org, com cópia para pensamento_critico@pensamentocritico.org


A vaga deve ser preenchida de maneira urgente, com início em março de 2011.

Para mais informações (11) 3228-4231
www.pensamentocritico.org

Novo Plano Nacional de Educação repete metas

Das 20 metas do PNE 2011-2020, pelo menos 6 são iguais ou aumentam um pouco os objetivos almejados pelo governo

16 de dezembro de 2010

Lisandra Paraguassú - O Estado de S.Paulo
As 20 metas do Plano Nacional de Educação 2011-2020, apresentadas ontem pelo governo federal, são um retrato do que o Brasil deixou de fazer nos últimos dez anos. Apesar do foco maior em qualidade - o plano anterior se concentrava mais na quantidade - , o novo PNE repete vários dos objetivos.

Das 20 metas, pelo menos 6 são ou exatamente iguais - caso da erradicação do analfabetismo - ou aumentam um pouco a anterior, sem trazer um avanço real. Assim é, por exemplo, com a meta de ampliação do ensino superior. Em 2001, a previsão era de que, até 2011, fosse atingida uma taxa líquida de 30% dos jovens de 18 a 24 anos na universidade. No período, o País alcançou 14,4%. A nova meta também cresceu pouco, para 33%.

A mesma coisa ocorre na outra ponta do ensino. A meta de atendimento em creches estacionou nos 50% de dez anos atrás. Isso porque, apesar de ter dobrado o porcentual de crianças em creches, apenas 18% são atendidas. Na educação infantil, a decisão agora é pela universalização, enquanto em 2001 previa chegar a 80%. Atualmente, 74,8% das crianças brasileiras têm acesso à educação infantil.

A erradicação do analfabetismo volta à tona. Apesar dos programas realizados por sucessivos governos, 9,6% da população brasileira ainda não sabe ler e escrever.

Para Mozart Ramos, do Movimento Todos Pela Educação, a repetição de metas se deve ao fato de o Brasil estar longe de atingi-las. "São metas que ainda traduzem o nosso imenso desafio. Por isso, podemos dizer que é um plano factível e equilibrado."

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirma que o novo plano é um avanço por ter foco maior na qualidade. "Deixou de ser apenas quantitativo", disse. "Mas é claro que é um plano mais realista. Quando tínhamos 9% de atendimento em creche, imaginar que poderia chegar a 50% era irreal."

O maior avanço do atual PNE é a transformação das metas de qualidade em números. A pretensão de elevar a nota nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para 6, já proposta pelo Ministério da Educação quando criou o índice, também passa a integrar o PNE.

O plano também traz a decisão de relacionar o Ideb com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), incluindo a meta de chegar a 473 pontos em 2020. Isso significa crescer 71 pontos nos próximos dez anos e dobrar a velocidade de melhora - de 2001 a 2009, a média brasileira aumentou 33 pontos.

Também no ensino superior entraram objetivos numéricos. O PNE exigirá das universidades federais o aumento do número de alunos por professor dos atuais 10 para 18 - apesar das reclamações das instituições, que queriam uma média de 14. Além disso, as universidades terão de chegar a pelo menos 33% de vagas nos cursos noturnos, quando hoje são 26%, e fazer com que 90% dos alunos concluam o curso - atualmente, apenas cerca de 50% chegam à graduação.

Nova lei. O governo enviará na próxima semana ao Congresso um projeto para criação da lei de responsabilidade educacional. A proposta é alterar a Lei de Ação Civil Pública, criando instrumentos para que o Ministério Público possa ingressar com ações contra secretários de educação que não cumpram suas obrigações. / COLABORARAM LÍGIA FORMENTI e MARIANA MANDELLI


Dezesseis Estados não têm plano de educação


Dos 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, 16 não têm plano estadual de educação, que é previsto por lei. Isso significa que eles não apresentam um conjunto de metas que direcionem as políticas públicas na área por até uma década, o que, segundo especialistas, pode dificultar investimentos para a solução de problemas estruturais.

O levantamento, realizado pelo Observatório da Educação, da organização não governamental Ação Educativa, mostra que Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe não têm planos consolidados como lei e aprovados pelas respectivas assembleias.

De acordo com a lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, todos os Estados devem elaborar seus planos com base no federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, também prevê a criação de planejamentos estaduais na área.

Alguns dos Estados que não têm planos apresentam documentos internos de metas ou conjuntos de diretrizes, mas que não foram transformados em lei. É o caso do Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo e Sergipe. Já o Amapá realizou, em abril, uma conferência para elaborar as diretrizes, que serão enviadas para aprovação. O Maranhão afirma ter finalizado seu plano em 2008, mas a troca de governo atrapalhou o encaminhamento.

Para a atual presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária estadual do Acre, Maria Corrêa da Silva, o fato de um Estado não ter aprovado um plano não significa que ele não tenha planejamento. "Há toda uma lógica de discussão, tramitação que atrapalha. Certamente cada Estado tem seu plano e razões específicas para não terem aprovado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de São Paulo - 01.12.2010

Conhecimento, compreensão e memória: experiências em história oral e cine-documentário - 19 anos do NEHO/USP


SEMINÁRIO - PROGRAMAÇÃO (16 e 17 de novembro)

16 de novembro (terça-feira)

09h - Credenciamento e inscrições

10h - Sessão de Abertura: História Oral e Testemunho

Anita Waingort Novinsky – Historiadora, professora da USP, presidente do LEI/USP

José Carlos Sebe Bom Meihy – Historiador, professor titular da USP, coordenador do NEHO-LEI/USP


11h- Mesa Redonda: História Oral e Saúde

Dante Gallian – Historiador, professor da UNIFESP

Fabiola Holanda – Historiadora, professora da Universidade Federal de Rondônia Roberto Rillo Bíscaro – Linguista, Professor da Fundação Educacional de Penápolis Mediadora: Mara Selaibe – Psicanalista, pesquisadora do CEPI-LEI/USP

INTERVALO

14h - Mesa Redonda: História Oral e Experiências Acadêmicas

Yvone Dias Avelino – Historiadora, professora da PUC – SP

Lourival dos Santos – Historiador, coordenador do curso de História da UFMS

Suzana Lopes Salgado Ribeiro – Historiadora, pesquisadora do NEHO-LEI/USP

Mediador: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho – Historiador, pesquisador do NEHO-LEI/USP

15 h 30 – Mesa Redonda: História Oral e Imigração

Hélio Braga da Silveira Filho – Pedagogo, professor da UNIFIEO, pesquisador do LEI/USP

Samira Adel Osman – Historiadora, professora da UNIFESP

Carlos Subuhana - Pós-doutor em Antropologia (USP), pesquisador da Casa das Áfricas

Mediadora: Sheila Skitnevsky-Finger - Psicanalista, pesquisadora do CEPI-LEI/USP

17h – Entrevista Pública: Militância e Testemunho

Entrevistado: Paulo de Tarso Venceslau

Entrevistadora: Marta Gouveia de Oliveira Rovai – Historiadora, pesquisadora do NEHO-LEI/USP

17 de novembro (quarta-feira)

10h – Mesa Redonda: Religiões e Religiosidades

Participantes: Articulistas do dossiê Religiões e Religiosidades da Oralidades – Revista de História Oral – NEHO-LEI/USP

Mediador: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho - Historiador, pesquisador do NEHO-LEI/USP

Lançamento do dossiê Religiões e Religiosidades da Oralidades

Lançamento de livros e revistas

INTERVALO

14h – Apresentação e Exibição do filme Utopia e Barbárie, de Sílvio Tendler (Brasil, 2009, 120 min., português)

16h Debate

Silvio Tendler – Cineasta, professor do Dep. de Comunicação Social da PUC-RJ

Eduardo Morettin – Professor da Escola de Comunicação e Artes - USP

Maurício Cardoso – Historiador, professor da USP

Mediadora: Fernanda Paiva Guimarães - Pesquisadora do NEHO-LEI/USP

INTERVALO

19h Apresentação e Exibição do filme Carabina M2, Una Arma Americana: Che na Bolívia, de Carlos Pronzato (Argentina, 2007, 90 min., espanhol)

20 h 30 – Debate

Carlos Pronzato – Cineasta

Marcos Antonio da Silva – Historiador, professor da USP

Mário Sérgio de Morais – Historiador, professor da FAAP, pesquisador do LEI/USP

Mediadora: Maria Cláudia Badan – Historiadora, pesquisadora do LEI/USP

INSCRIÇÕES : neho.oralidades@gmail.com até dia 15, ou no dia do evento, a partir das 09h. Pagamento no dia do evento

R$ 20, com direito à nova edição da Oralidades, a uma das edições anteriores e a certificado

R$ 15, com direito a uma das edições anteriores da Oralidades e a certificado


Local: Casa de Cultura Japonesa - Av. Prof. Lineu Prestes, 159 – Cidade Universitária (USP)

Curso Introdução à Economia Solidária

Educação e Cultura


Devemos encorajar as práticas culturais no processo de aprendizado e formação do indivíduo, reforçando tanto a dimensão cultural da educação quanto a função educativa da cultura. A escola é um espaço público, de natureza cultural, pertencente à comunidade. Apropriar-se desse espaço é direito e dever do cidadão e do Estado. A partir daí, devemos ressignificar o conceito de desenvolvimento, a partir dos aspectos culturais.



A partir da realidade onde o indivíduo está inserido tanto na educação como na cultura, poderá ser integrado aos programas culturais oferecidos pelos governos estaduais e municipais. Cabe aos conhecedores das ações proporcionar a integração-educação- realidade- cultura.

Em outros tempos o currículo escolar contava com as artes como atividade “obrigatória” para formação de cada sujeito. Isso automaticamente refletia na visão de mundo desses sujeitos, o que poderia ser encarado como forma de contribuir em muitos casos, para estimular a produção de bens, serviços, atividades artística e também cultural por parte dessa formação. Em um determinado momento histórico algumas alterações curriculares resultaram na retirada das atividades artísticas e culturais da escola, mas se manteve certo discurso sobre a produção de conhecimento voltado para cultura de modo geral.

Após essas mudanças as atividades culturais que tiveram espaço dentro da escola foram grande parte das vezes atividades ligadas a datas comemorativas como o “Dia do Índio”, “Festa de São João” e tantas outras que quem teve a oportunidade de freqüentar uma escola por grande parte de sua vida deve ter vivenciado.

Porém, muitas atividades culturais se mantiveram na escola ou voltaram a acontecer nessas como propostas extracurriculares ou complementares. Basta visitar algumas escolas e perguntar aos alunos, professores e gestores sobre as atividades culturais daquele local. São muitos os casos de grupos de dança, corais e grupos de teatro nas escolas (aqui faço recorte sobre artes, pois as artes são uma das parcelas da cultura) que muitas vezes se constituem por iniciativas de profissionais da comunidade acerca dessas escolas, sendo um trabalho oferecido gratuitamente ou de forma terceirizada, onde os alunos pagam suas mensalidades para participarem dessas atividades.

Formou-se um currículo “informal” que tem servido para a produção de cultura ligada a propostas de educação na escolar formal. Mas é importante pensar que existem outros espaços fora da escola que de uma forma ou outra “educam e ensinam”, não estou aqui falando de alfabetização e outras atividades reconhecidas, organizadas e autorizadas pelos órgãos responsáveis pela educação. Mas sim de Escolas e Academias de dança, Centros Culturais, Museus, Associações Culturais e tantos outros espaços organizados, formalizados ou não, que produzem conhecimento, “educam”, e levam a refletir sobre a cultura na educação ou a educação na cultura na contemporaneidade, compreendidos a partir uma “perspectiva pós-estruturalista” ou “pós-metafísica” como esclarece COSTA (2009) em “A educação na Cultura da Mídia e do Consumo”.

A produção cultural sempre esteve ligada a educação, mesmo que em alguns aspectos tenha estado em “off” ou “stand by”, e mesmo que muitas vezes tenha sido negada, escondida ou “sabotada”.

Hoje esses outros espaços que também “educam” têm buscado se fortalecer e principalmente tentando se sustentar através de financiamento, apoio e patrocínios. O Estado tem disponibilizado alguns Prêmios e Bolsas além de realizarem a avaliação de projetos que buscam autorização para captar verba através do Programa Nacional de Apoio à Cultura.

Concursos públicos estão surgindo para empregar profissionais da cultura em escolas e estimular a produção cultural nesses espaços formais, mas ainda há muito que se fazer. Será que é o início de um novo momento onde a produção cultural será cada vez mais estimulada e reconhecida?

* Texto colaborativo, realizado em coautoria com Eunísia Inês Kilian, Fabio Maciel, Px Silveira, Ricardo Albuquerque, Wagner Ferraz.

Fonte: http://www.culturaemercado.com.br/odisseia/educacao-e-cultura/

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL PROPÕE NOVAS DISCUSSÕES PARA UM NOVO MUNDO

As atividades do Fórum Social Mundial - 10 anos, tiveram início com um relato sobre os dez anos de trabalho do FSM, reforçando a necessidade de se repensar e superar a conjuntura cultural e política da luta pelo poder.

As discussões foram balizadas, neste sentido, por propostas em prol da construção de uma sociedade marcada pela solidariedade, pelo desenvolvimento sustentável, pela fortificação das redes e dos movimentos sociais, visando à consolidação de uma política autônoma em relação às grandes potencias, como os Estados Unidos e a China e de um mundo sem grandes disparidades sócio-econômicas como o atual.

Vislumbrando a ofensiva pelo fim da concentração de capital e monopólio dos direitos, proveniente de um neoliberalismo avassalador, um dos grandes desafios sugeridos pelos participantes foi a mudança na mentalidade social quanto ao consumismo extremo, tão incentivado e cultuado no capitalismo neoliberal.

Vivemos numa era de consumo excessivo por parte de cerca de 20% da população mundial e em contrapartida uma fatia considerável da população mundial vive abaixo da linha da pobreza extrema, sem condições financeiras para se alimentar diariamente, embora exista recursos suficientes para toda a população do planeta, como explica o professor Dr. Ladislau Dowbor: “Com o que produzimos atualmente dá para todos viverem de maneira digna e confortável, o problema é que são produzidas coisas desnecessárias”.

No que toca à educação, pudemos perceber o notório resgate que se fez na história da educação brasileira e os diversos relatos sobre experiências educacionais tais como ocorrido na palestra "Perspectivas e desafios da educação sob foco da gestão democrática" pelo secretário de Educação de Umbu das Artes, Pedro Pontual, quando falava sobre a experiência de educação popular, as quais ele denominou como o "maior laboratório de desenvolvimento de políticas públicas". Nessa mesma palestra ele também apontou a necessidade de se superarem as condições de desigualdades já existentes em nosso País e que a transformação só ocorrerá através do diálogo entre os homens.

Já na palestra “Educação Popular no Contexto Urbano: Luta pela Moradia”, alguns palestrantes questionaram o papel da mídia no contexto educacional apresentando a televisão como mero canal de consumismo exacerbado, apontando a falta de conhecimento cientifico e cultural com o desconhecimento e alienação. Nessa mesma palestra o ativista do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, também abordou o papel da mídia dizendo que a "televisão no mundo contemporâneo é a ratoeira para pegar pobre, assim ele não pensa". Essa palestra teve como público alvo, moradores locais e estudantes, tendo como palestrantes uma mescla de militantes do MST e representantes do Governo.

A discussão girou em torno da busca por uma educação de melhor qualidade, e de grandes louvores ao movimento sem terra, mesmo tendo este ações questionáveis nos últimos tempos tendo em vista tudo que esta sendo apresentado nas mídias.

As mudanças sócio-ambientais que estão ocorrendo no século XXI também foram debatidas nas mesas do FSM 2010. Atualmente os sistemas educativos estão formando pessoas para um mundo que não vai existir futuramente. Conviveremos com outras condições ambientais e sociais, desta forma além de repensarmos como estamos vivendo, quais são as escolhas que estamos fazendo hoje, qual o mundo que estamos deixando para os nossos filhos e netos também devemos refletir sobre a instrução ministrada em nossas escolas. Como fazer com que a escola privilegie conteúdos relacionados com as novas realidades sócio-economicas-ambientais? Esse foi um desafio lançado para os educadores presentes ao FSM 2010.

Ainda, tratando de questões educacionais enfatizou-se a relevância de termos nos nossos quadros de professores, profissionais menos lecionares e mais articuladores, comprometidos com a formação para cidadania, ou seja, tendo em vista que para formar cidadãos reflexivos, críticos, autônomos e atores de suas próprias vidas, é necessário que os docentes propiciem uma instrução revolucionária e emancipatória viabilizando a conscientização e a libertação das amarras sociais.

Para melhorar sua produção os professores precisam de incentivos, sendo indispensável que o Estado coloque em prática uma política de valorização dos professores, com melhores condições de trabalho, e práticas salariais dignas. Além disso, “precisamos de um PNE – Plano Nacional de Educação - que contemple investir no mínimo 10% do PIB em educação” como explicou a Educadora Neiva Lazzarotto. O Brasil, que está empenhado em tornar-se a 5ª economia do mundo não pode continuar como no 88º lugar quando falamos do índice de desenvolvimento da educação, atrás de países mais pobres como Honduras, Equador e Paraguai.

Na grande maioria das mesas do FSM foram contempladas as seguintes temáticas: o problema da enorme concentração de renda (com destaque para o Brasil, uma das nações mais desiguais do mundo), a desigualdade socioeconômica mundial, os déficits educacionais brasileiros quando comparados com outros países, em especial com países da América Latina, e como os movimentos populares podem ser a chave para mudanças nessa sociedade com tantas contradições e disparidades. Muitas falas foram marcadas pela perspectiva de uma possível superação da ideologia neoliberal a partir dos movimentos populares.

Por onde começar para que um outro mundo livre da dominação capitalista torne-se realidade? Quais são as propostas? Estas questões ficaram em aberto, há muito a ser pensado e debatido, poucas foram as certezas, porém alguns apontamentos surgiram, tais como: necessitamos urgentemente de maiores investimentos em educação de qualidade e não apenas na universalização do ensino público no país, o governo deve fornecer incentivos aos pequenos agricultores ao invés de simplesmente se vangloriar com os altos investimentos fornecidos ao agro-negócio, além disso, o Estado precisa formular políticas que estimulem as pequenas e as micro-empresas ao invés de privilegiar as grandes corporações.

 
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