Conhecimento, compreensão e memória: experiências em história oral e cine-documentário - 19 anos do NEHO/USP
SEMINÁRIO - PROGRAMAÇÃO (16 e 17 de novembro)
16 de novembro (terça-feira)
09h - Credenciamento e inscrições
10h - Sessão de Abertura: História Oral e Testemunho
Anita Waingort Novinsky – Historiadora, professora da USP, presidente do LEI/USP
José Carlos Sebe Bom Meihy – Historiador, professor titular da USP, coordenador do NEHO-LEI/USP
11h- Mesa Redonda: História Oral e Saúde
Dante Gallian – Historiador, professor da UNIFESP
Fabiola Holanda – Historiadora, professora da Universidade Federal de Rondônia Roberto Rillo Bíscaro – Linguista, Professor da Fundação Educacional de Penápolis Mediadora: Mara Selaibe – Psicanalista, pesquisadora do CEPI-LEI/USP
INTERVALO
14h - Mesa Redonda: História Oral e Experiências Acadêmicas
Yvone Dias Avelino – Historiadora, professora da PUC – SP
Lourival dos Santos – Historiador, coordenador do curso de História da UFMS
Suzana Lopes Salgado Ribeiro – Historiadora, pesquisadora do NEHO-LEI/USP
Mediador: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho – Historiador, pesquisador do NEHO-LEI/USP
15 h 30 – Mesa Redonda: História Oral e Imigração
Hélio Braga da Silveira Filho – Pedagogo, professor da UNIFIEO, pesquisador do LEI/USP
Samira Adel Osman – Historiadora, professora da UNIFESP
Carlos Subuhana - Pós-doutor em Antropologia (USP), pesquisador da Casa das Áfricas
Mediadora: Sheila Skitnevsky-Finger - Psicanalista, pesquisadora do CEPI-LEI/USP
17h – Entrevista Pública: Militância e Testemunho
Entrevistado: Paulo de Tarso Venceslau
Entrevistadora: Marta Gouveia de Oliveira Rovai – Historiadora, pesquisadora do NEHO-LEI/USP
17 de novembro (quarta-feira)
10h – Mesa Redonda: Religiões e Religiosidades
Participantes: Articulistas do dossiê Religiões e Religiosidades da Oralidades – Revista de História Oral – NEHO-LEI/USP
Mediador: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho - Historiador, pesquisador do NEHO-LEI/USP
Lançamento do dossiê Religiões e Religiosidades da Oralidades
Lançamento de livros e revistas
INTERVALO
14h – Apresentação e Exibição do filme Utopia e Barbárie, de Sílvio Tendler (Brasil, 2009, 120 min., português)
16h – Debate
Silvio Tendler – Cineasta, professor do Dep. de Comunicação Social da PUC-RJ
Eduardo Morettin – Professor da Escola de Comunicação e Artes - USP
Maurício Cardoso – Historiador, professor da USP
Mediadora: Fernanda Paiva Guimarães - Pesquisadora do NEHO-LEI/USP
INTERVALO
19h – Apresentação e Exibição do filme Carabina M2, Una Arma Americana: Che na Bolívia, de Carlos Pronzato (Argentina, 2007, 90 min., espanhol)
20 h 30 – Debate
Carlos Pronzato – Cineasta
Marcos Antonio da Silva – Historiador, professor da USP
Mário Sérgio de Morais – Historiador, professor da FAAP, pesquisador do LEI/USP
Mediadora: Maria Cláudia Badan – Historiadora, pesquisadora do LEI/USP
INSCRIÇÕES : neho.oralidades@gmail.com até dia 15, ou no dia do evento, a partir das 09h. Pagamento no dia do evento
R$ 20, com direito à nova edição da Oralidades, a uma das edições anteriores e a certificado
R$ 15, com direito a uma das edições anteriores da Oralidades e a certificado
Local: Casa de Cultura Japonesa - Av. Prof. Lineu Prestes, 159 – Cidade Universitária (USP)
O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter
Ontem, dia do resultado das eleições presidenciais, que deveria ser um dia de festa da democracia, ficou marcado como um dia em que o preconceito e o ódio tomou conta do Twitter, tão popular que é no Brasil. Um dia em que os Nordestinos foram tratados de forma altamente discriminatória. Um dia para não ser esquecido.
No Brasil, é muito comum se escandalizar com preconceito contra negros e gays. Casos assim ocupam páginas de jornais, provocam discussão e tem o tratamento que merecem ter. Mas, infelizmente, ainda existe o preconceito com relação à região de procedência, que é algo ainda pouco levado a sério e divulgado pela imprensa. E é algo que me assusta pela proporção com que tem crescido.
Eu sou Nordestina, de Fortaleza, Ceará. Nascida e criada aqui, com todos os sotaques e trejeitos característicos da região. Falo “oxente” e “vixe”, porque cresci com estas palavras fazendo parte do meu vocabulário. E tenho um baita orgulho de ser cearense. Por nada sairia daqui, porque aqui é o lugar que eu amo e onde me sinto feliz, com seus defeitos e virtudes. Por isso, me senti muito ofendida e triste com as mensagens que vi ontem no Twitter.
Para quem não acompanhou, tivemos um espetáculo digno de Goebbels. Vergonhoso, repugnante, capaz de fazer qualquer nordestino se sentir mal. Ver pessoas incitando a discriminação, pessoas com estudo e conhecimento incompatível com suas palavras, me provocou uma profunda tristeza.
Vejam vocês a que nível chegamos:
Retirado daqui: http://twitter.com/#!/kewenpantcho/status/29339798428
Retirado daqui: http://twitpic.com/32tlvx
E a pior de todas:
Retirado daqui: http://twitpic.com/32ted4
Há muitos mais. Basta fazer uma busca no Twitter por “Nordestino“. Me recuso a comentar estes tweets.
Para quem não sabe, isso dá cadeia. Quem diz é a lei 7.716, de 1989, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente. A lei afirma:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores.
O preconceito tem que ser divulgado, não pode simplesmente ser aceito ou ignorado. O preconceito é crime e deve que ser tratado como tal. Não é porque uma pessoa nasceu em outra cidade, outro estado, outra região que será menos capaz do que você. Somos todos brasileiros, apesar das diferenças regionais.
Da mesma forma como muitos nordestinos são discriminados ao ir para o sul/sudeste, somos todos discriminados ao irmos para os Estados Unidos ou Europa, porque para eles tanto faz se você fala oxente, meu ou bah. Você é brasileiro e será taxado e julgado por isso. Agora imagine sofrer isso no seu próprio país.
Espero que você que é leitor do Mundo Tecno, reflita sobre isso. Tenho certeza de que, como meu leitores são pessoas inteligentes, irão se arrepender caso tenha falado alguma bobagem, e eu o desculpo por isso. Espero também que tenham consciência de que, no final das contas, nós estamos todos no mesmo barco.
Respeito ao próximo é o primeiro passo para vivermos em um país melhor. Então, vamos nos respeitar?
Destaque, Opinião | Cynara Peixoto | 01/11/2010 às 10:11
Fonte: http://www.mundotecno.info/destaque/o-dia-em-que-o-preconceito-tomou-conta-do-twitter




