
A proximidade das eleições federais e estaduais é um bom momento para recordar nosso compromisso com a luta pela democracia. Porque se não é difícil, numa sociedade desigual como a nossa, notarmos onde nossos direitos são desrespeitados, é fundamental associar a garantia deles ao exercício da democracia. E não há democracia sem participação, assim como não garantia de direitos sem luta.
Atualmente, não é raro nos confrontarmos com discursos que exalam desprezo pela participação política e certa descrença de que nada pode ser feito. É comum também que aqueles que se encontram engajados com as lutas sociais sejam tachados de sonhadores ou ingênuos. O que essas opiniões ignoram é que a história das sociedades prova justamente o contrário.
O engajamento político e o interesse pelos rumos da sociedade na qual estamos inseridos não têm nada de ingênuo, mas são manifestações decisivas no processo de transformação ou manutenção da ordem estabelecida. Seja para mudarmos a realidade ou para mantê-la como está, é necessário que nos envolvamos com a política e há diversas maneiras de fazê-lo. O processo eleitoral é um deles.
Por conta disso, engana-se quem acredita que o desinteresse pelas eleições ou mesmo o não comparecimento a elas constitui-se em uma forma de protesto ou abstenção. Estamos todos inseridos nesse processo e é impossível não “participarmos” dele, porque o resultado de uma eleição interfere diretamente na vida de todos. Desprezar o direito ao voto não significa outra coisa senão desprezar o direito de tomarmos as rédeas da nossa sociedade, ou seja, de nossas próprias vidas.
Abster-se é como dizer “tanto faz”, sem tomar em conta que aos candidatos eleitos será confiada a responsabilidade de tomar decisões ligadas ao nosso cotidiano. Mais grave, é não tomar em conta a possibilidade da construção de novos parâmetros para a realidade em que vivemos. E não é preciso ir muito longe para notar como esta realidade precisa ser transformada. Ela está visível na desigual distribuição de equipamentos culturais, pode ser sentida no ônibus lotado, é escancarada nos números de homicídios. Ela grita por nossa atenção diariamente em rostos, lágrimas, dores e estatísticas. Não ter o dia 03 de outubro como um dia importante é desprezar esse contexto e consentir que fique tudo como está.
Fonte: http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?id_content=914
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Acontece na quinta (16) e na sexta-feira (17), a partir das 14 horas, o seminário internacional Crítica, Arte e Política: Rumos Cruzados, organizado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) com o apoio da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
Entre os participantes das mesas de apresentação estão alguns professores da USP, como Annateresa Fabris, da ECA, e Francisco Alambert da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
O evento acontece no Instituto Cervantes, que fica na Av. Paulista, 2439, São Paulo. As inscrições são feitas pelo email abca@abca.art.br até quarta-feira (15). Uma taxa de R$20,00 deve ser paga no dia do evento.
Fonte:http://www.usp.br/agen/?p=33524
Mapa de Pobreza e Desigualdade - Municípios Brasileiros 2003
São Paulo
Incidência da Pobreza 28,09 %
Limite inferior da Incidência de Pobreza 26,16 %
Limite superior da Incidência de Pobreza 30,02 %
Incidência da Pobreza Subjetiva 10,60 %
Limite inferior da Incidência da Pobreza Subjetiva 10,08 %
Limite superior Incidência da Pobreza Subjetiva 11,13 %
Índice de Gini 0,45
Limite inferior do Índice de Gini 0,43
Limite superior do Índice de Gini 0,46
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000 e Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2002/2003.
NOTA: A estimativa do consumo para a geração destes indicadores foi obtida utilizando o método da estimativa de pequenas áreas dos autores Elbers, Lanjouw e Lanjouw (2002).

O Fórum Social Mundial retornará à África em 2011. Depois de Nairóbi (Quênia), Dacar, capital senegalesa, receberá a edição centralizada entre 6 e 11 de fevereiro de 2011, diferentemente de anos anteriores em que acontecia nos mesmos dias do Fórum Econômico de Davos. Com enfoque na história de resistência e luta dos povos africanos, o FSM 2011 deverá encontrar a interface necessária com as lutas e as estratégias globais comuns à África, ao Sul e ao resto do mundo. Por isso, os eixos temáticos do Fórum devem levar em consideração as principais preocupações dos movimentos sociais de todo o globo. Os eixos estarão em consulta pública até 10 de setembro.
Para os organizadores, o retorno do FSM à África expressa solidariedade ativa do movimento social internacional, apoio bem-vindo já que “a África corre o risco de pagar pela crise atual do capitalismo, já estando enfraquecida pelos programas de ajustes estruturais da década de 1980 e 1990.”
Os seis dias do evento serão organizados da seguinte maneira:
1º dia (6/02/2011): Marcha de Abertura
2º dia (7/02/2011): Dia da África e da Diáspora
3º dia (8/02/2011): Atividades autogestionadas
4º dia (9/02/2011): Atividades autogestionadas
5º dia (10/02/2011): Assembleias Temáticas
6º dia (11/02/2011): Manhã: Assembleias Temáticas/ Tarde: Assembleias das Assembleias
A experiência de dez anos do FSM preparou esse momento para ser um espaço dedicado a fortalecer a capacidade ofensiva contra o capitalismo neoliberal e seus instrumentos; aprofundar as lutas e resistências contra o capitalismo, imperialismo e opressão, além de propor alternativas democráticas e populares.
Local e inscrições
O campus da Universidade Cheik Anta Dioup será o local central da realização do Fórum. Abrigando salas, anfiteatros e espaços abertos para realização das atividades e/ou para tendas temáticas, Acampamento Internacional da Juventude e palcos. Será possível fazer as inscrições virtual e manualmente. Estas destinadas àqueles com pouco ou nenhum acesso à internet e aos meios de pagamento online via cartão de crédito, como previsto no sistema que está sendo desenvolvido. Ainda com a intenção de democratizar o acesso, as taxas serão aplicadas a partir de diferentes critérios geopolíticos e de grupos sociais, de modo a atender a pluralidade dos participantes. A intenção é que as inscrições online estejam disponíveis a partir de outubro.
Alimentação, água e resíduos
Com os objetivos de dar maior visibilidade à cultura alimentar local e valorizar e favorecer a participação ativa dos camponeses e pequenos agricultores, serão vendidos produtos locais ou regionais (África Ocidental) de pequenos produtores no território do FSM. A ideia é que os participantes também consumam produtos da 12ª Foire Internationale de Agriculture et des Ressources Animales (FIARA), feira conhecida na região que acontecerá nos dias do evento.
Em relação à água, o COS tem a preocupação de não contribuir com a inflação de seu preço. Por isso, está estudando a viabilidade de oferecimento gratuito de água por meio de fontes com mecanismo de filtragem para evitar também o uso de garrafas plásticas. Está previsto um trabalho de conscientização a respeito do lixo, tanto no sentido de evitar a sua formação quanto no de seu recolhimento e seleção. O Comitê tem integrado catadores de lixo/recuperadores na Comissão de Logística para elaborar alternativas a esse respeito.
Acomodação e Acampamento Internacional da Juventude
Para evitar grande flutuação de preços, uma negociação aberta com diversos hotéis da cidade está em curso para assegurar tarifas promocionais aos participantes. Algumas opções de hotéis já estão disponíveis em http://fsm2011.org/fr/hebergement.
Além destas alternativas, a Comissão de Juventude está trabalhando para a realização do Acampamento Internacional da Juventude no interior do Campus (local ainda não definido).
Para dar conta de particularidades da cidade, alguns outros itens da organização também estão sendo pensados:
- Acessibilidade no evento, especialmente para as pessoas com mobilidade reduzida;
- Mobilização e treinamento de voluntários para lidar com pessoas de idade avançada e deficientes visuais;
- Facilitação do processo de obtenção de vistos de entrada no país, dada a impossibilidade de assegurar a gratuidade de sua emissão;
- Trânsito e transporte: negociação, em curso, junto ao sindicato dos transportes para sensibilização dos motoristas tanto de transporte público quanto de táxis, além de estudos sobre a sinalização do FSM.
Fonte: Boletim do FSM
http://www2.abong.org.br/final/noticia.php?faq=21748
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No mês de setembro, tem início o ciclo de palestras e debates Produção, distribuição e consumo cultural: A Indústria Cultural no Século 21, realizado pela Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. A abertura do projeto acontece dia 10/09 (sexta-feira), às 10h, com a palestra Redes sociais, internet e cultura digital, do professor Nestor García-Canclini. O ciclo, que segue até novembro, é uma das iniciativas contempladas pelo Edital de Debates Presenciais do Programa Cultura e Pensamento 2009/2010.
SERVIÇO
Local: Auditório da Aliança Francesa – Rua General Jardim, n. 182 (próximo ao Metrô República) – São Paulo/SP
Data da abertura: Sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Horário: 10h
Informações: www.escoladacidade.edu.br
Entrada Franca